"DEMOCRACIA NÃO PRECISA PASSEATAS E NEM DO POVO NAS RUAS".
Redes sociais e participação social
"Elas têm sido usadas, com frequência, para causas humanitárias, mas também para manifestações de xenofobia, intolerância, racismo. Demonstrando seu lado positivo, ela foi usada no caso das catástrofes, acidentes e causas humanitárias, alguns exemplos de uso das redes se deram durante as enchentes no Rio de Janeiro, em 2011, ou os terremotos no Japão, ocorridos neste mesmo ano, que provocaram milhões de posts visando arrecadar donativos para as vítimas."
fonte: http://avamec.mec.gov.br/
Redes Sociais oportunizando denúncias de Violações dos Direitos Humanos
Direitos Humanos, hoje, não se restringe a midiática exploradora de questões desumanas de xenofobia, intolerância e racismo.
Não se restringe tão somente aos direitos dos presos, mas estão vinculados a todas as modalidades encontradas na codificação da Resolução dos Direitos Humanos.
Se o cidadão pretende ser um Embaixador da Cidadania, não pode se limitar ao que aceita como uma violação dos Direitos Humanos e se acomodar no que a mídia oferece, mas tem que buscar, pesquisar, atualizar sobre todas as ocorrências mundiais de violações.
Realidades de violações nos dias atuais com a globalização não são adstritas somente aos outros países, inclusive, verifica-se em países distantes mesmas modalidades de violações, portanto tanto redes sociais quanto meios de comunicação são importantes para comunicar esses fatos que dependem de agentes promotores, ativistas, jurídico, para que sejam minimizados e resolvidos.
Vou deixar aqui um modus operandi, relato de uma vítima através das redes sociais das violações que sofre há mais de duas décadas de exposições e violações dos Direitos Humanos.
Existem centenas de grupos compostos de pessoas, vítimas denunciantes, ativistas, de todas as classes sociais e profissões em todo o mundo, e essa modalidade de violência e violação nunca ganhou amparo nos meios de comunicação e redes sociais como xenofobia, intolerância, racismo, nem patrocinadores da causa, e nem veiculação entre a programação da Rede Globo, no "plin, plin", apesar das vítimas e ativistas solicitarem em nome da Democracia.
Como existir Democracia se há pessoas presas em cárceres psíquicos sofrendo abusos e experimentações desumanas, sem liberdades e restritos em suas possibilidades de sobrevivência?
Deixo a questão para reflexão e a vítima em três momentos:
1º ela fazendo uma palestra sobre a questão em evento no estado de SC, pessoa normal e ativista pelos Direitos Humanos;
2º a vítima abordando nos corredores do Senado o ex-presidente do Senado Federal, e mesmo atendida orientações dadas por ele, não resultou a denúncia e resolução dos crimes.
3º a vítima solicita ajuda de um cidadão na Rodoviária de Brasília e conta aos choros o que sofreu durante o intercurso da viagem que estava realizando, sofrimento, dor e desespero.
Mesmo assim, autoridades recebem denúncias e todas as Cortes Penais Internacionais recebem Petições com frequência, e o número de vítimas apreendidas por esse crime organizado tecnológico e psicotronico de experimentação humana cresce a cada dia.
Segundo o auto-didata Antonio Wellington Doninelli Pereira de Porto Alegre, quem idealizou e formou a Associação das Vítimas de Crimes Cibernéticos, Tecnológicos,Psicotronicos, o número de vítimas de 2012 para 2020 no Brasil cresceu de 112.000 brasileiros para 156.000 brasileiros, e grande parte não se expõe ou denuncia tais práticas por medo de serem internados como insanos,assim como existem aqueles que, apesar de normais, estão interditados. Isso é um crime!
As vítima em todo o mundo são conhecidas como TIs, indivíduos alvos de experimentações tecnológicas desumanas e ataques psíquicos e tecnológicos.
Acreditando que CIDADANIA se defina de forma mundial e as tarefas designadas aos EMBAIXADORES exijam conhecimento e não alienação das realidades mundiais, acrescendo essa informação as pesquisas realizadas neste Projeto Blog Embaixadores da Cidadania.
Naly de Araújo Leite
"As redes sociais são eficazes como instrumento de mobilização, e podem se tornar espaços de participação social organizada, desde que bem exploradas controlando suas potencialidades e os limites dessas redes."fonte: http://avamec.mec.gov.br/
FÓRUM EM SANTA CATARINA COM TEMA CRIMES TECNOLÓGICOS E VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS
REDES SOCIAIS OPORTUNIZANDO LUTAS E CAMPANHAS
Algumas questões de Direitos Humanos não conseguem atingir o Poder Público competente de maneira eficaz, apesar de usados todos os recursos possíveis, e outras como o projeto PÕE NO RÓTULO atinge grande público, simpatizantes e participantes, faça uma comparação destas duas citações, acima, Violações dos Direitos Humanos e abaixo PÕE NO RÓTULO.
Ambas de importância e relevância, a 1ª sem nenhum respaldo em mais de três décadas de lutas em todo o mundo e a 2ª com resultado altamente positivo. Anteriormente, as reclamações da população sobre serviços utilizados, ou queixas quanto à insuficiência das informações disponíveis sobre os produtos consumidos, por exemplo, tinham repercussões reduzidas. Quando muito, via-se uma nota em jornais locais. Agora, a divulgação de um problema de um cidadão ou de um grupo de pessoas na web pode ter um alcance mundial.http://avamec.mec.gov.br/
Segundo o modelo, a presença no ciberespaço deve estar em harmonia com as
seguintes instâncias do meio corporativo:
- Cultura e imagem organizacionais;
- Propósitos e intenções pretendidas com as ações de comunicação digital;
- Stakeholders com os quais conversa;
- Mensagens que reflitam a organização para todos e cada um de seus Público.
(Santana, M. B.; Souza, C. G. B.Revista Gestão.Org, v. 15, Edição Especial, 2017. p. 99)
Cultura e imagem organizacionais
CIBERESPAÇO O QUE É?
Formação e Produção do Conhecimento
Ciberespaço é um espaço existente no mundo de comunicação em que não é necessária a presença física do homem para constituir a comunicação como fonte de relacionamento, dando ênfase ao ato da imaginação, necessária para a criação de uma imagem ..
Stakeholder: o que é stakeholder? Quem são os stakeholders?
Monitoramento de mídias sociais para gestão pública
Avaliação da imagem da organização e sentimento do público em relação a ela;
Afinal, o que é compliance?
Ex- ministro da CGU, Luiz Navarro, explica importância do Compliance nas empresas
Suporte ao desenvolvimento de políticas públicas
Verificação da satisfação do público com os serviços prestados
Contribuições do uso do monitoramento de mídias sociais para gestão pública:
Alerta: Cuidado com textos em pesquisas na Internet.Não me refiro as fake news, mas erros de inversões, digitação, e outros.
Em relação ao texto abaixo, bom trabalho, mas na introdução ocorreu erro de inversões as colocações sobre desenvolvimento da comunicação, tendo em vista que é básico conhecimento de que homens da caverna aconteceram antes da Revolução Francesa.
Posto aqui detalhamento da questão e contato com a rede publicante da matéria.
Observação: Gostaria que esse erro se torna-se um aprendizado.
De que forma?
Veja bem, a pessoa humana tem o hábito errôneo de desistir naquilo pelo que se interessa, necessita ou acredita.
Eu não desisti no trabalho textual, é muito bom, mas provavelmente, fosse eu uma criança ou jovem, um adulto me aconselharia a desistir imediatamente de pesquisar o texto ou publicá-lo. E, com certeza, eu não o faria, porque não é minha natureza desistir do que vejo como "proveitoso" ao meu trabalho por opiniões outras sem que eu me torne totalmente convicta de que o texto está todo errado ou não é bom, e mesmo assim, aproveitaria como aprendizado o que nele existisse de comprovadamente correto e bom.
Não desistam ao desalento de opiniões de pessoas mal preparadas, incultas, negativas,aproveite tudo como aprendizado, descartando posteriormente para seu uso ou revertendo para a correção. Naly de Araújo Leite
texto com correção devida em relação a cronológico surgimento da comunicação entre homens.
USO DAS REDES SOCIAIS POR ÓRGÃOS PÚBLICOS NO BRASIL E POSSIBILIDADES DE CONTRIBUIÇÃO DO MONITORAMENTO PARA GESTÃO -
A administração pública atualiza-se constantemente em relação às mudanças no mundo moderno e tecnológico. A fim de alcançar uma gestão efetiva, e considerando a alta intensidade da presença das redes sociais no cotidiano do brasileiro, o monitoramento de mídias sociais tem sido uma das ferramentas estratégicas por ela utilizada. Sendo assim, o presente artigo tem como objetivo compreender as contribuições que o monitoramento de mídias e o uso de redes sociais têm proporcionado aos órgãos públicos no Brasil. A pesquisa nesta temática justifica-se por permitir esclarecer aspectos dos benefícios do monitoramento de mídias, que vêm sendo absorvidos por algumas organizações recentemente, e a ênfase em órgãos públicos, por poder demonstrar as decorrentes melhorias na relação entre cidadão e administrador. Visando este objetivo, foi realizada uma pesquisa bibliográfica nos conceitos relacionados ao assunto e em estudos de casos, que após serem repensados para o ambiente público, serviram como referência. Ao fim da pesquisa, são apresentadas as evidências de que o monitoramento pode ajudar a gestão pública em inúmeros fatores, mas principalmente a entender melhor os sentimentos da sociedade, suas reivindicações e necessidades.
DOI: http://dx.doi.org/10.21714/1679-18272017v15Ed.p99-107
Diversas transformações ocorreram tanto no formato da administração pública quanto nas configurações da
comunicação desde que surgiram. A primeira, que teve seu surgimento junto aos homens das cavernas, em formato verbal, não-verbal e corporal,
aprimorou suas técnicas, ferramentas e possibilidades.
A segunda, oriunda da Revolução Francesa, alterou sua relação com a sociedade, visando atualizar sua eficiência para que colaborasse com o desenvolvimento público
As mudanças que se deram ao adentrar a década de 90, estão diretamente relacionadas à revolução tecnológica e
à explosão informacional. O acesso à informação se multiplicou, ao expandir o alcance da internet, e ao
popularizar mais as mídias que dão acesso às respectivas redes.
Sendo assim, o presente artigo relacionará três eixos: administração pública, comunicação e informação, e
tecnologia.
A comunicação é o elemento de enlace entre os outros eixos, considerando que, é com o objetivo de
informar e comunicar, que Administração Pública trocou suas estratégias e vem interagindo a cada dia mais com
a sociedade por meio da tecnologia. Dentro do universo da comunicação digital, o foco do artigo é dado às
mídias e redes sociais digitais.
As mídias digitais e as redes sociais estão intensamente presentes no cotidiano da sociedade.
Segundo notícia
publicada em 2016 na Forbes, o Brasil é o país que mais utiliza as redes sociais na América Latina, somando
93,2 milhões de usuários.
CONFERINDO:
Em 2017, de acordo com o estudo Digital in 2017 Global Overview, já existem 122
milhões de usuários ativos nas redes.
Por esse motivo, tanto instituições públicas como privadas deram início à
utilização dessas mídias como ferramentas estratégicas no desenvolvimento de suas atividades.
Sendo assim, este trabalho tem como objetivo analisar quais as contribuições do monitoramento das mídias
sociais e uso de redes sociais por órgãos públicos no Brasil, visando destacar quais as mudanças decorrentes da
utilização das redes no processo comunicacional entre governo e sociedade, e como o monitoramento pode
colaborar com a gestão desses órgãos.
2. Uso das redes sociais por órgãos públicos no Brasil e possibilidades de contribuição do monitoramento
de mídias digitais para gestão.
Para que seja possível identificar as contribuições do uso das redes sociais, e de monitoramento de mídias
digitais nos órgãos públicos do Brasil, é necessário realizar um percurso de compreensão conceitual relacionado
ao tema. Portanto, será discorrido agora sobre a comunicação organizacional digital, a comunicação digital nos
órgãos públicos, e por fim, sobre o monitoramento de mídias digitais.
2.1 Comunicação organizacional digital
Em Mainieri de Oliveira (2011, p.538), temos que “a comunicação é o ponto de partida da comunicação
organizacional. Portanto, enquanto um subcampo da comunicação, a comunicação organizacional refletirá o
impacto das tecnologias no seu pensar e fazer”.
O avanço tecnológico, especialmente relacionado às tecnologias digitais da informação e comunicação, ocorridas
a partir do século XX, acarretou diversas mudanças na sociedade atual e exigiu que a comunicação
organizacional se reconfigurasse diante das possibilidades da era digital. Vale salientar que embora normalmente
as tecnologias de informação (TI) e comunicação (TC) sejam apresentadas de forma homogênea, é importante
diferenciar seus impactos nas empresas: os investimentos em TC influenciarão diretamente na autonomia dos
funcionários e relacionamentos, em TI, por sua vez, reduzirão os custos para aquisição de informações,
fornecendo dados e métricas a fim de facilitar a tomada de decisão (BLOOM, GARICANO, SADUN, e VAN
RENEEN, 2010).
A comunicação corporativa no meio digital não se restringe à mera existência de um sítio na internet ou ao uso
do correio eletrônico, ela engloba o planejamento de estratégias mais abrangentes para o uso da web, a fim de
estabelecer os canais de comunicação e as respectivas ferramentas para que a empresa fale da melhor maneira
com seus diferentes públicos, tanto com o intuito de iniciar o relacionamento com seus stakeholders, quanto de
fortalecer os laços e o diálogo com eles (RIBEIRO, 2014).
Inicialmente, essas mudanças poderiam ser interpretadas como uma chance de enfraquecimento do processo de
comunicação tradicional das organizações, antes mediado pela imprensa, “em um segundo momento, porém, não
há mais só o ambiente tradicional; estamos presenciando a ambiência digital em seu processo contínuo de
desenvolvimento como mais um espaço estratégico de comunicação das organizações” (BARICHELLO,
LASTA, 2010, p. 4).
As estratégias de comunicação digital devem se direcionar para o planejamento, elaboração de objetivos e metas,
compreensão dos públicos, monitoramento e avaliação de ações, que possibilitem perceber se os objetivos gerais
determinados pela organização estão sendo alcançados.
Tendo em vista que é possível a convivência entre diferentes estratégias de presença digital, Corrêa (2009) propõe “um modelo adaptável a diferentes ambientes e contextos organizacionais e construído em dois estágios
de desenvolvimento: o posicionamento estratégico e a constituição dos espaços-informação” (CORRÊA, 2009,
p. 328), com o objetivo de auxiliar as organizações que pretendem planejar a comunicação organizacional
digital, incorporando aspectos da estratégia empresarial geral estabelecida pela organização.
Segundo o modelo,
a presença no ciberespaço deve estar em harmonia com as seguintes instâncias do meio corporativo:
i) Cultura e
imagem organizacionais;
ii) Propósitos e intenções pretendidas com as ações de comunicação digital;
iii)
Stakeholders com os quais conversa;
iv) Mensagens que reflitam a organização para todos e cada um de seus
públicos.
Baseado nesse pressuposto, ainda segundo a autora, o primeiro passo é compreender a relação da cultura
empresarial com a inovação e tecnologia, depois, conhecer os públicos estratégicos para definir os canais ou
veículos de comunicação.
Após essa etapa é possível definir os propósitos e as intenções das ações de
comunicação digital, para então dar início a estruturação do conteúdo das mensagens formatadas de acordo com
os públicos aos quais se destinam.
Em meio as formas de comunicação digital, o uso das redes sociais por organizações é cada vez mais frequente.
Segundo o estudo Social Media Trends 2017, elaborado pela empresa Rock Content, 92,1% das empresas estão
presentes em alguma Rede Social, especialmente com o objetivo de ganhar mais visibilidade para sua marca e
conseguir atrair o público ideal e, dessa forma, conquistar novos clientes.
Em relação à eficácia dessas empresas
nas Redes Sociais, cerca de 50% se consideram muito ou moderadamente eficazes. Sobre os resultados obtidos,
71,9% acreditam que são muito ou moderadamente satisfatórios (EXAME, 2017).
Vê-se, hoje, que as formas como as organizações se relacionam com seus públicos geram impactos na própria
busca pelo posicionamento e sustentabilidade organizacional, e o uso de ferramentas e redes sociais digitais
possibilitam estreitar relacionamentos e propõem uma nova forma desse posicionamento estratégico.
O fazer
comunicacional, portanto, deve permitir experiências que podem, em determinados momentos, ultrapassar
aspectos meramente comerciais e criar uma cultura da participação, especialmente através das mídias e redes
sociais (FALCO, 2017).
2.1.1 Comunicação digital em órgãos públicos
Brandão (2009) afirma que a comunicação governamental no Brasil possui uma natureza essencialmente
publicitária, ou seja, o maior objetivo é divulgar ações e utilizar a propaganda para veiculação na mídia,
especialmente através das assessorias de comunicação, que na esfera do governo, atuam desde a década de 70.
No entanto, com a popularização das tecnologias de informação e comunicação, percebe-se que é inapropriado o
uso da comunicação governamental apenas dessa forma, tendo em vista que como vê-se em Nascimento (2013):
“O acesso às informações de utilidade pública é de suma importância, mas deve ser associado à criação de
espaços de interlocução e à prática da transparência pública”.
Com a internet, na esfera da comunicação pública, é possível “proporcionar um meio de interação através do
qual o público e os políticos podem trocar informações, consultar e debater, de maneira direta, contextualizada,
rápida e sem obstáculos democráticos” (MAIA, 2002). Complementando essa ideia, temos em Duarte (2007) que
“a comunicação e as novas tecnologias da informação têm influenciado decisivamente o processo de
transformação da sociedade brasileira, em especial o estabelecimento de uma nova cultura política, que propugne
pela participação política baseada na conscientização e não simplesmente no dever cívico do voto”.
A utilização das mídias sociais é uma forma de dilatar os canais de comunicação utilizados pelos órgãos
públicos, pois, para o Estado, representa uma plataforma de interação com a sociedade, tanto para divulgação de
informações públicas e controle social dos atos administrativos, quanto para o monitoramento do conteúdo
resultante dessa interação (SANTOS, 2016).
Sobre o uso das redes sociais como recurso da comunicação digital, em 2013, o estudo Mapa da Comunicação
Brasileira, do Instituto FSB Pesquisa, já apontava as mídias sociais como a segunda atividade mais citada na área
de comunicação do setor público. Percebeu-se ainda que com o surgimento de novos líderes de opinião nas redes
sociais, 94% dos gestores do setor público acreditavam ser preciso traçar novas estratégias de comunicação para
se adequar a essa realidade. 56% desses gerentes informaram que precisaram alterar o desenho e a conformação
da equipe de comunicação.
Ainda de acordo com o estudo, viu-se que o setor público tem características próprias que sua comunicação deve
atender, especialmente pelas peculiaridades da cultura organizacional: “A valorização da conduta ética, a
preocupação com a reputação e a consciência dos deveres de servir ao cidadão são valores que norteiam os
gestores de órgãos públicos e explicam as diferenças mais evidentes reveladas na pesquisa”.
Dados da pesquisa TIC - Governo Eletrônico 2015, lançado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, por sua
vez, apontam que há disparidades por região do País no que tange a presença na Internet. O índice de prefeituras
que têm website é praticamente universalizado nas regiões Sul (99%), Centro-Oeste (98%) e Sudeste (92%),
enquanto a proporção é menor na região Norte (78%) e Nordeste (76%).
Quanto ao indicador de presença das
prefeituras nas redes sociais, os resultados são menos discrepantes: A existência de perfil ou conta própria em
redes sociais foi mencionada por 67% das prefeituras do Norte, 66% dos municípios do Nordeste, Sul e CentroOeste, e 64% do Sudeste. Ao se comparar as esferas governamentais, o Executivo (91%) obteve o menor
percentual de presença por website.
A pesquisa mostra que 92% dos órgãos públicos federais e 74% dos
estaduais possuem perfil ou conta própria em redes sociais. No Judiciário, 99% dos órgãos possuem website e
94% perfil em alguma rede social.
Outros dados do estudo mostram que sobre a atualização dos perfis, 84% das prefeituras fazem publicações
diárias ou pelo menos uma vez por semana. Entre as principais atividades vê-se: postar notícias sobre a
prefeitura (95%), divulgar serviços ou campanhas (90%), e responder a dúvidas e comentários dos cidadãos
(77%). No que se refere aos órgãos públicos federais e estaduais, 86% atualizam suas redes todos os dias ou ao
menos uma vez por semana. Sobre as atividades desempenhadas, tem-se: postar notícias sobre os órgãos
públicos (93%), divulgar serviços ou campanhas (90%), e responder a dúvidas e comentários dos cidadãos
(82%).
2.2 Monitoramento de Mídias Sociais Digitais
Para Oliveira (2015), o monitoramento digital é:
Uma ferramenta de pesquisa que se baseia nas conversações publicadas nas mídias
sociais para geração de insights e oportunidades de negócio. Trata-se da coleta,
classificação e análise de menções públicas em sites de mídias sociais em relação a
palavras-chave previamente definidas.
Ciribeli (2011) afirma que apenas a boa utilização das redes sociais é insuficiente, tornando-se necessário a
elaboração e utilização de ações e estratégias de monitoramento e, para tal, existem programas que com algumas
técnicas facilitam o acompanhamento e a intervenção imediata, caso necessário.
O monitoramento de mídias sociais proporcionou a abertura de novas possibilidades de comunicação, e uma consequente aproximação, entre usuário e instituição, assim como acorda Antunes (2014, p.10)ao dizer que “ao capturar dados que frequentemente escapam às fontes de informação oficiais, abriram-se novas perspectivas para o monitoramento, principalmente, por meio das mídias sociais”.
Na Figura 1, Monteiro e Azarite (2012, p. 82) apresentam um modelo cíclico das etapas ocorrentes durante o processo de monitoramento: Figura 1: Modelo SMC (Ciclo de mídias sociais) de monitoramento e métrica em mídias sociais. Fonte: Monteiro; Azarite (2012, p. 82).
A imagem supracitada demonstra que o monitoramento de mídias sociais é um processo infinito, que envolve as seguintes etapas: mensuração, captura e análise, e aculturação. À medida que as fases vão sendo concluídas, novas informações são publicadas, trazendo novos materiais para análise. Além disso, as constantes mudanças no cotidiano transformam as opiniões, tornando as informações obsoletas em um curto prazo de tempo. Assim como dito anteriormente, o benefício da ampliação do acesso às mídias é que houve uma aproximação pessoa-pessoa e pessoa-organização, revelando tipos informacionais antigamente não disponíveis apenas nos meios de comunicação formais.
A Figura 2, proposta por Monteiro e Azarite (2012) demonstra, por meio de definições e exemplos, os tipos de informação que podem ser recuperadas nas mídias sociais.
Segundo dados do órgão, foram 4.218 contribuições que chegaram por meio da internet, em contrapartida, apenas 1.267 vieram por outros meios, como urnas e central 156.
De acordo com os autores, esse exemplo mostra “a importância do diálogo aberto nas redes sociais para discutir os rumos do município”.
Baccin e Cruz (2015) investigaram o uso das mídias sociais pela Polícia Militar de Santa Catarina como instrumento de contato com a comunidade para o incremento da filosofia da Polícia Comunitária, e como consequência, a melhoria da segurança pública.
OBSERVAÇÃO: SC cria oportunidades, FÓRUNS para participação dos cidadãos nos quais cartas de sugestões são apresentadas por cidadãos e ativistas,como no presente vídeo por uma ativista.
QUESTÃO: CARTA DE INTENÇÕES, PROPOSTAS E MELHORIAS PARA SEGURANÇA PÚBLICA
Os autores defendem a presença digital do órgão e maior interação com o público, pois, através da análise do conteúdo publicado pelos cidadãos, se faz possível “identificar, priorizar e atuar sobre causas de crime, violência e desordem”.
Com o monitoramento, por exemplo, há como reunir informações sobre ocorrências em determinada localidade, e assim traçar estratégias de forma mais assertiva.
De maneira geral, segundo eles, “as redes sociais se apresentam como um importante aliado, de baixo custo operacional, para engajar a comunidade na busca de soluções criativas para os problemas locais de segurança”.
Santos (2016) analisou a página do Senado Federal no Facebook. Além de fazer inferências sobre a presença digital do Senado como um todo, ele analisou as respostas ao post “E agora, quem poderá me defender?", de agosto de 2015, que se tratava da efetividade dos direitos civis, e pressupunha o envolvimento de diversos órgãos estatais. O autor concluiu que os gestores da página ainda não utilizam todo o potencial oferecido pelo monitoramento dos comentários do público, e verificou uma maior necessidade de interagir com os fãs e alinhar as decisões coletivas à vontade popular. Santos percebeu ainda a má reputação do Senado Federal e outros órgãos relacionados ao tema do post, e defendeu que através das análises provenientes do monitoramento, as mídias sociais sejam utilizadas para contribuir com a melhoria da imagem do Estado perante o público.
O site Juntos pela Água e a empresa Seekr desenvolveram um estudo que monitorou a percepção dos internautas sobre o saneamento básico em São Paulo, nas páginas abertas no Facebook durante o período de candidatura e pós-eleição.
Sobre o monitoramento das redes sociais do prefeito eleito de São Paulo João Doria (PSDB), por exemplo, viu-se que o tema ficou em sexto lugar no ranking de assuntos abordados, com uma presença tímida nas postagens do político, houve apenas um post próprio e quatro comentários sobre o assunto, enquanto que os internautas fizeram mais de 570 menções sobre saneamento.
O estudo mostrou que embora de acordo com o SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), mais de 35 milhões de brasileiros ainda não tenha acesso aos serviços de água potável, 100 milhões não tenha serviço de coleta de esgoto e só 40% do esgoto produzido no país é tratado, políticas de saneamento básico recebem baixa atenção pelos políticos durante a campanha eleitoral (SEEKR, 2017). Esses dados podem ser utilizados pela gestão como subsídio informacional para tomada de decisões referentes ao tema, a fim de atender as reivindicações populares.
3. Conclusão
Segundo o estudo Digital in 2017 Global Overview, realizado We Are Social e Hootsuite, no Brasil há 139 milhões de usuários de Internet, dos quais 122 milhões também são usuários ativos das redes sociais. Diante desse cenário, conclui-se que a presença digital de instituições privadas e públicas nesse meio se tornou uma obrigação para quem quer se comunicar, estreitar e fortalecer laços com a sua audiência.
Percebe-se que o ambiente digital provocou mudanças na forma do setor público se comunicar, visto que a comunicação não pode mais ser unicamente transmissiva e unilateral, é preciso gerar um espaço para interação e fortalecimento da democracia.
No artigo apresentado, viu-se que, na esfera pública, estudos apontam que 86% de órgãos federais e estaduais e 84% das prefeituras fazem publicações nos seus perfis ao menos uma vez na semana. As mídias sociais digitais se apresentam como uma plataforma de interação com a sociedade, na qual os órgãos podem divulgar informações públicas e acompanhar a percepção dos internautas sobre suas ações e serviços. Além de identificar a reputação da imagem do órgão perante a sociedade, através do monitoramento do conteúdo publicado nas redes sociais, é possível gerar insights e alinhar as estratégias governamentais com os anseios e expectativas dos cidadãos. A partir dessas informações, pode-se dizer que o objetivo de analisar quais são as contribuições do monitoramento das mídias sociais e do uso de redes sociais por órgãos públicos no Brasil foi atingido.
O monitoramento contribui na identificação dos usuários das redes que mais defendem ou criticam os órgãos, no mapeamento dos setores da gestão que estão mais carentes de atenção, priorização dos serviços e ações de acordo com as localidades, definição de despesas e receitas pela administração com base nas reivindicações do povo, aumento da velocidade no esclarecimento de dúvidas dos cidadãos, dentre outras possibilidades.
Em suma, para os gestores públicos, o monitoramento de mídias sociais é uma ferramenta que, se bem utilizada, oferece um subsídio informacional de grande valor para o desenvolvimento de políticas baseadas nos interesses da população.
Por fim, vale lembrar que este estudo poderá ser utilizado para esclarecer aos gestores que ainda estão em dúvida, como o monitoramento pode ajudar sua instituição, além de servir como base teórica para à futuras análises referentes à eficácia do monitoramento de mídias em outros ambientes, não se restringindo à esfera pública.
Referências
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BARICHELLO, E. M. da R. LASTA, E. Comunicação organizacional digital a cauda longa da informação gerada pelo blog corporativo Fatos & Dados da Petrobras. Lumina: Revista do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora / UFJF.n. 2, v. 4, dez. 2010. Disponível em: <http://professor.ufrgs.br/elisangela-Uso Das Redes Sociais Por Órgãos Públicos No Brasil E Possibilidades De Contribuição Do Monitoramento Para Gestão Revista Gestão.Org, v. 15, Edição Especial, 2017. p. 631-639 ISSN 1679-1827 http://www.revista.ufpe.br/gestaoorg 106 lasta/files/comunicacao_organizacional_ na_midia_digital_a_cauda_longa_da_informacao_gerada_apos_o_lanca mento_do_blog_> Acesso em: 04 ago. 2017. BLOOM, N.; GARICANO, L.; SADUN, R.; VAN REENEN, J. The distinct effects of Information Technology and Communication Technology on firm organization. Harvard Business School. Working Paper 11-023. 2010. Disponível em: http://www.people.hbs.edu/rsadun/Distinct_Effects_11-023.pdf . Acesso em: 06 set. 2017. BRANDÃO, E. P. Conceito de Comunicação Pública. In: DUARTE, J. Comunicação Pública: estado, mercado, sociedade e interesse público. São Paulo: Atlas, 2009. 2. ed. BRASIL é o maior usuário de redes sociais da América Latina. Revista Forbes. Disponível em:







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